Resenha: Columbine
480 páginas
Editora: DarkSideBooks
20 de abril de 1999. O massacre em Columbine, esse dia viria a ser
lembrado como o mais grave tiroteio escolar da história dos Estados
Unidos. 13 Óbitos, 24 feridos e mais de 2 mil pessoas abaladas
psicologicamente. Com um instinto assassino e síndrome de “Deuses” Eric
David Harris e Dylan Bennet Klebold entram armados e com bombas caseiras
na escola de Columbine para assassinar o maior numero de pessoas
possível, sem distinção de cor, raça, popularidade, sem marcação, seus
único objetivo eram ceifar o maior número de pessoas possível.
Após 10 anos de pesquisas é notável o esforço de Dave Cullen, milhares e
milhares de páginas de arquivos policiais lidas, centenas de
entrevistas com vítimas, pais, agentes policiais, psicólogos, membros do
corpo discente e docente, moradores e jornalistas – e cada fonte é
minuciosamente citada na obra. Dave Cullen traz em sua obra “Columbine”
um arquivo completo do, antes (todo o planejamento), durante e o depois
do massacrena escola. Um retrato minucioso do atentado. Tão detalhista
que incomoda e deprime.
Dave Cullen é jornalista e cobriu Columbine desde o início. Portanto, temos um livro escrito por alguém que presenciou o ocorrido e que tem essa visão mais ampla sobre tudo: como jornalista e como testemunha. A principal preocupação de Cullen em “Columbine” é desmistificar fatos tidos como concretos, mesmo depois de tantos anos.
Os garotos eram párias e atacaram como uma resposta ao bullying que sofriam na escola? O ataque poderia ter sido evitado? Os pais tiveram alguma culpa? Havia mais alguém envolvido?
Uma das partes mais assustadores e angustiantes de “Columbine” é o relato completo e minucioso, minuto a minuto, do ataque. Acompanhamos cada tiro, bomba e assassinato. Entendemos como cada pessoa foi atacada (com detalhes viscerais), como outras conseguiram fugir e temos um panorama completo do pandemônio causado pela dupla de assassinos.