De uma coisa temos certeza: nascemos, crescemos e, inevitavelmente, morremos.
A morte não faz distinções.
Não importa se somos bons ou ruins, crentes ou descrentes, jovens ou velhos 𓂃 ela simplesmente vem e nos leva.
Sem aviso. Sem concessões.
Nada podemos fazer para detê-la.
Ninguém está verdadeiramente preparado para esse adeus definitivo.
Perder para sempre o abraço de um amigo querido.
Jamais ouvir novamente a voz de uma mãe.
Ver arrancados de nós o amor, a cumplicidade e todas as palavras já ditas.
No fim, resta o vazio.
A ausência.
A angústia.
A morte nos rouba o que temos de mais precioso 𓂃 e seu maior tormento é a sua irreversibilidade.
Ela não explica.
Não devolve.
Não dá pistas sobre para onde leva aqueles que se vão.
Ela apenas vem…
e leva consigo uma parte de nós.
Quando somos visitados por ela, sentimos uma dor avassaladora.
Como se algo dentro de nós fosse arrancado sem permissão.
O desespero toma conta.
As lágrimas escorrem, deixando marcas que o tempo pode até amenizar 𓂃
mas jamais apagar.
Uma maldição.
Estamos condenados a habitar um mundo onde tudo o que vive, um dia, será levado.
Pessoas. Animais. Plantas.
Nada permanece.
E o que sobra?
Um vazio preenchido por dor e incerteza para aqueles que ficam.
Observamos um corpo sem vida ser enterrado
reduzido a uma casca vazia sob a terra
𓂃 ainda assim, algo dentro de nós se recusa a aceitar.
Queremos gritar.
Implorar.
Negar.
Mas é inútil.
A vida que um dia existiu se desfaz diante dos nossos olhos,
e tudo o que foi vivido parece, por um instante, perder o sentido.
Essa maldição nos aprisiona no medo.
A certeza de que também seremos levados,
deixando para trás tudo o que construímos, tudo o que amamos 𓂃
até sermos esquecidos…
E assim, pouco a pouco, compreendemos:
Não vivemos apenas no mundo.
Vivemos em um lugar onde tudo termina.
Um Cemitério Maldito.